Temperamentais. É isso que nós somos, temperamentais. Mais do que isso: indecisos. Nós somos um bando de pirralhos-achando-que-são-gente temperamentais e indecisos. Ok, muito mais que isso. Nós somos temperamentais, indecisos e metidos. Pronto, falei. Essa é a verdade. Aguenta quem puder, e não vem me desmentir porque no fundo você concorda comigo.
A gente sempre sabe tudo, julga tudo, muda tudo. "Nós comandamos o mundo". Será que já perceberam que esse mundo já está sendo comandado? E pior, comandado para parecer que quem comanda somos nós. Já percebeu que sempre que você acha que está sendo diferente, alternativo, no fundo mesmo você só tá ou repetindo alguma coisa feita anteriormente ou está 5 minutos atrasado para a última tendencia? Sinto muito, nós somos a massa e ponto final.
Adolescentes irritantes tentando ser únicos e ao mesmo tempo são iguais uns aos outros. Dá uma olhada no seu grupo de amigos, vai dizer que vocês são tão diferentes assim? Du-vi-do.
domingo, 30 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Não Sei
Tenho muita coisa em mente apesar de estar com sono mas vamos um de cada vez.. Lido muitíssimo mal com saudade mesmo tendo que lidar todos os dias, devo adimitir, mas isso é o resultado de uma única coisa: aprendi que estamos todos, e tudo, em constante mudança. Isso acaba sempre me fazendo pensar, quando me despeço de alguem, que "eu nunca mais vou ver fulano assim, exatamente assim, como vi agora."
Mais saudade ainda eu sinto de tradições que crio (porque no meu pequeno-grande mundo eu crio muitos) com diferentes pessoas, porque essas tradições são tão contraditórias e nunca acontecem do mesmo jeito que o anterior. Ou será que acontecem e eu que tenho um olhar diferente todas as vezes? Não sei dizer, apesar de tentar.
Também não sei dizer o que faz com que alguém goste de outra pessoa por mais de um momento, considerando a constante mudança. Talvez a troca de experiência anterior? A memória já salvou os bons momentos e não consegue mudar de idéia? Será que conseguimos mudar em sincronia com essas outras pessoas? Ou seria puramente a química? Não sei, não sei, só sei mesmo que conservamos um círculo pequeno formado por quem realmente importa, mesmo que esse grupo se altere, cada indivíduo consigo mesmo.
Mais saudade ainda eu sinto de tradições que crio (porque no meu pequeno-grande mundo eu crio muitos) com diferentes pessoas, porque essas tradições são tão contraditórias e nunca acontecem do mesmo jeito que o anterior. Ou será que acontecem e eu que tenho um olhar diferente todas as vezes? Não sei dizer, apesar de tentar.
Também não sei dizer o que faz com que alguém goste de outra pessoa por mais de um momento, considerando a constante mudança. Talvez a troca de experiência anterior? A memória já salvou os bons momentos e não consegue mudar de idéia? Será que conseguimos mudar em sincronia com essas outras pessoas? Ou seria puramente a química? Não sei, não sei, só sei mesmo que conservamos um círculo pequeno formado por quem realmente importa, mesmo que esse grupo se altere, cada indivíduo consigo mesmo.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Questions
Será possível que uma pessoa que você acabou de conhecer consiga saber mais de você do que seus amigos mais antigos?
Se você tivesse a eternidade toda pela frente, sendo jovem por toda sua existência, o que você faria?
Escolha rápido: seu melhor amigo/sua melhor amiga ou o amor da sua vida?
Falar o que pensa sendo sincera ou proteger amizades mantendo-se calada(o)?
Provar para todos os céticos que você é capaz ou guardar sua capacidade para si?
Descobrir o seu passado ou construir o seu futuro?
Aproveitar os últimos segundos ou os primeiros momentos de uma vez?
Se você tivesse a eternidade toda pela frente, sendo jovem por toda sua existência, o que você faria?
Escolha rápido: seu melhor amigo/sua melhor amiga ou o amor da sua vida?
Falar o que pensa sendo sincera ou proteger amizades mantendo-se calada(o)?
Provar para todos os céticos que você é capaz ou guardar sua capacidade para si?
Descobrir o seu passado ou construir o seu futuro?
Aproveitar os últimos segundos ou os primeiros momentos de uma vez?
sábado, 11 de outubro de 2008
Improviso
Não sei se sou a única louca mas vou adimitir que sempre fico planejando e imaginando o que pode acontecer no futuro. Se conheço alguem novo fico imaginando como, no futuro, podemos ser grandes amigos ou até grandes inimigos. Imagino momentos e conversas que poderiam acontecer. Imagino tudo, quase planejo momentos. Quando vou a algum lugar diferente é a mesma coisa, me organizo para certos momentos.
A questão mesmo não é a minha loucura de planejar tudo, e sim de saber que, muito provavelmente, o que eu planejei não vai acontecer. E eu sei disso bem por experiências prévias. Mas isso me detêm? De jeito nenhum!
Por que, então, eu faço planos que não vão ser cumpridos? Já cheguei honestamente a acreditar que sou louca mas como dizem que loucos nunca acham que estão loucos eu descartei a possibilidade.
Veja bem, já cheguei (várias vezes) ao ponto de planejar como ia contar um acontecimento totalmente banal para um amigo no msn antes mesmo de entrar no msn. Pra que? A minha única solução é que sou louca..
O interessante é que já me foi comprovado que sem planos e sem expectativas a experiência fica muito melhor. Tinha (certo, ainda tenho) uma mania horrível de quando conheço alguem penso "olha, ele(a) daria um(a) ótimo(a) melhor amigo(a).." e ficar imaginando e se a pessoa realmente se tornasse meu melhor amigo. Agora, com meu melhor amigo de verdade eu, em nenhum momento, antecipei as coisas, nunca pensei 'ele seria ótimo amigo' ou fiquei pensando em momentos, nunca esperei sermos grandes amigos e cheguei a conclusão que é exatamente por isso que ele virou o melhor. Não, eu sei que foi por isso.
Irônico, eu sei. Mas a verdade é essa.
A questão mesmo não é a minha loucura de planejar tudo, e sim de saber que, muito provavelmente, o que eu planejei não vai acontecer. E eu sei disso bem por experiências prévias. Mas isso me detêm? De jeito nenhum!
Por que, então, eu faço planos que não vão ser cumpridos? Já cheguei honestamente a acreditar que sou louca mas como dizem que loucos nunca acham que estão loucos eu descartei a possibilidade.
Veja bem, já cheguei (várias vezes) ao ponto de planejar como ia contar um acontecimento totalmente banal para um amigo no msn antes mesmo de entrar no msn. Pra que? A minha única solução é que sou louca..
O interessante é que já me foi comprovado que sem planos e sem expectativas a experiência fica muito melhor. Tinha (certo, ainda tenho) uma mania horrível de quando conheço alguem penso "olha, ele(a) daria um(a) ótimo(a) melhor amigo(a).." e ficar imaginando e se a pessoa realmente se tornasse meu melhor amigo. Agora, com meu melhor amigo de verdade eu, em nenhum momento, antecipei as coisas, nunca pensei 'ele seria ótimo amigo' ou fiquei pensando em momentos, nunca esperei sermos grandes amigos e cheguei a conclusão que é exatamente por isso que ele virou o melhor. Não, eu sei que foi por isso.
Irônico, eu sei. Mas a verdade é essa.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Pale (blue) eyes
Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby, you just make me mad
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
Thought of you as my mountain top
Thought of you as my peak
I thought of you as everything
I've had, but couldn't keep
I've had, but couldn't keep
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
Skip a life completely
Stuff it in a cup
They said, money is like us in time
It lies, but can't stand up
Down for you is up
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
It was good what we did yesterday
And I'd do it once again
The fact that you are married
Only proves you're my best friend
But it's truly, truly a sin
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
If I could make the world as pure
And strange as what I see
I'd put you in a mirror
I'd put in front of me
I'd put in front of me
Linger on your pale (blue) eyes
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby, you just make me mad
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
Thought of you as my mountain top
Thought of you as my peak
I thought of you as everything
I've had, but couldn't keep
I've had, but couldn't keep
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
Skip a life completely
Stuff it in a cup
They said, money is like us in time
It lies, but can't stand up
Down for you is up
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
It was good what we did yesterday
And I'd do it once again
The fact that you are married
Only proves you're my best friend
But it's truly, truly a sin
Linger on your pale (blue) eyes
Linger on your pale (blue) eyes
If I could make the world as pure
And strange as what I see
I'd put you in a mirror
I'd put in front of me
I'd put in front of me
Linger on your pale (blue) eyes
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Drink The Water
Dois, opostos com o mesmo destino. Ela? Nervosa, à beira de lágrimas. Ele? Relaxado, Jack Johnson no iPod. A rua? Vazia. O dia? Lindo.
Param no ponto de ônibus, não se veêm. Chega o ônibus e ela entra primeiro. Se acomodou num banco qualquer, na verdade, se jogou. Abria a bolsa quando ele sentou do seu lado. Ela fingiu não perceber ninguém. Tentava em vão abrir um calmante de dentro da maxi-bolsa.
- Quer ajuda? - ele perguntou sorrindo.
- Não. - afinal, não precisava mais, tinha conseguido.
- Água? - ele ofereceu uma guarrafa fechada. Finalmente ela lhe encara, o analisa por alguns segundos, mantém no rosto uma expressão de incompreensão. Pega a garrafa, engole o remédio em um só gole. Tremia. - É, está tudo bem?
E aí ela desabara. Lágrimas escorriam sem parar, o rosto estava vermelho. Foram as palavras mais inapropriadas mas, ao mesmo tempo, tudo que ela queria ouvir. E de um completo estranho.
Sem saber o que fazer, ele segurava tudo que estava no colo dela, já que ela ocupava as mãos com o rosto. Guardou a garrafa de agua dentro da bolsa, fechou-a. Olhava perplexo para ela que ainda tremia. Perguntou de novo. Então ela contou. Tudo, desde o momento em que fora recusada de mais um emprego até o telefonema que recebera lhe dizendo que o pai tinha sofrido um ataque cardíaco. O mesmo pai com quem não falava havia anos.
Ele já não se importava tanto em segurar a bolsa, na verdade o que segurava agora eram as mãos dela. Eram pequenas, estavam geladas. Tentava com as suas próprias aquecê-las.
Ela, agora em silêncio, analisava aquele que a tinha escutado com tanta boa vontade. Aquele que de repente se tornara seu porto seguro, um verdadeiro refúgio. Mais calma, respirou fundo e agradeceu por aquilo, por ter tirado os fones do ouvido e ter perdido aquele tempo todo com ela e seus problemas. Ele apenas sorriu e apertou suas mãos.
Foi nesse segundo de troca de olhares que o ônibus parou. Era o ponto dela, tinha que descer. Os dois se levantaram, trocaram um abraço. Ela saiu correndo e gritando 'obrigada, a gente se vê!'. É claro que perceberam que não sabiam o nome um do outro, muito menos haviam trocado telefone, não tinham como se encontrar. Eram realmente desconhecidos, que continuariam desconhecidos.
Mas às vezes é só disso que você precisa. Conversas emocionais com qualquer pessoa, um desconhecido que te faça sorrir. Um total desconhecido.
No iPod dele: Drink the Water - Jack Johnson
Param no ponto de ônibus, não se veêm. Chega o ônibus e ela entra primeiro. Se acomodou num banco qualquer, na verdade, se jogou. Abria a bolsa quando ele sentou do seu lado. Ela fingiu não perceber ninguém. Tentava em vão abrir um calmante de dentro da maxi-bolsa.
- Quer ajuda? - ele perguntou sorrindo.
- Não. - afinal, não precisava mais, tinha conseguido.
- Água? - ele ofereceu uma guarrafa fechada. Finalmente ela lhe encara, o analisa por alguns segundos, mantém no rosto uma expressão de incompreensão. Pega a garrafa, engole o remédio em um só gole. Tremia. - É, está tudo bem?
E aí ela desabara. Lágrimas escorriam sem parar, o rosto estava vermelho. Foram as palavras mais inapropriadas mas, ao mesmo tempo, tudo que ela queria ouvir. E de um completo estranho.
Sem saber o que fazer, ele segurava tudo que estava no colo dela, já que ela ocupava as mãos com o rosto. Guardou a garrafa de agua dentro da bolsa, fechou-a. Olhava perplexo para ela que ainda tremia. Perguntou de novo. Então ela contou. Tudo, desde o momento em que fora recusada de mais um emprego até o telefonema que recebera lhe dizendo que o pai tinha sofrido um ataque cardíaco. O mesmo pai com quem não falava havia anos.
Ele já não se importava tanto em segurar a bolsa, na verdade o que segurava agora eram as mãos dela. Eram pequenas, estavam geladas. Tentava com as suas próprias aquecê-las.
Ela, agora em silêncio, analisava aquele que a tinha escutado com tanta boa vontade. Aquele que de repente se tornara seu porto seguro, um verdadeiro refúgio. Mais calma, respirou fundo e agradeceu por aquilo, por ter tirado os fones do ouvido e ter perdido aquele tempo todo com ela e seus problemas. Ele apenas sorriu e apertou suas mãos.
Foi nesse segundo de troca de olhares que o ônibus parou. Era o ponto dela, tinha que descer. Os dois se levantaram, trocaram um abraço. Ela saiu correndo e gritando 'obrigada, a gente se vê!'. É claro que perceberam que não sabiam o nome um do outro, muito menos haviam trocado telefone, não tinham como se encontrar. Eram realmente desconhecidos, que continuariam desconhecidos.
Mas às vezes é só disso que você precisa. Conversas emocionais com qualquer pessoa, um desconhecido que te faça sorrir. Um total desconhecido.
No iPod dele: Drink the Water - Jack Johnson
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Rules
A friend of mine once told me I'm way too, well, reserved I guess would be the word. But another friend told me I speak too much. I, honestly, think I do talk way too much, in fact way too much about myself. I hope some day I'll change.
But if in fact I am so reserved I promise you there is a reason. When you live like I do you learn to protect yourself, know people enough to have friends but do not let the guard down. Don't hold yourself to people you might not be able to be around of in the future. Don't hurt yourself, don't hurt others.
Simple rules that I like so much, that I try to follow the best I can.
So I'm sorry if I'm reserved, I just don't like hurting. Me or anyone else.
But if in fact I am so reserved I promise you there is a reason. When you live like I do you learn to protect yourself, know people enough to have friends but do not let the guard down. Don't hold yourself to people you might not be able to be around of in the future. Don't hurt yourself, don't hurt others.
Simple rules that I like so much, that I try to follow the best I can.
So I'm sorry if I'm reserved, I just don't like hurting. Me or anyone else.
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